A sociedade começou por confiança. A empresa cresceu — e a confiança deixou de bastar para decidir.
Alinhamento e Governança Societária recoloca os sócios na mesma direção — o que cada um quer da empresa e da própria vida, quem decide o quê, como se discorda sem parar o negócio — e instala um conselho que continua resolvendo depois que eu saio. É terapia de sócios que termina em instituição.
Eu não sou de nenhum dos sócios — e o meu valor depende inteiramente disso. Estruturo a relação; não assumo o lado de ninguém.
Não é mediação de um caso nem curso de método. É a construção das camadas que devolvem os sócios à mesma direção e instalam uma mesa que decide sem você — cada uma entregue por escrito.
O alinhamento dos sócios. O que cada um quer da empresa e da própria vida, o papel de sócio separado do de executivo e a leitura do conflito entregue a todos ao mesmo tempo. Sai como a Leitura de Conflito e o Mapa de Divergências.
A governança da decisão. Quem decide o quê e até onde: composição, alçada e rito de um conselho que passa a existir de fato. Sai como o Regimento do Conselho.
A escada de impasse. A sequência escrita do que fazer quando os sócios discordam — conversa direta, conselho que recomenda, conselho que decide, mediação, arbitragem. Sai como a Escada de Impasse.
A ancoragem no acordo. As diretrizes de cláusulas que amarram o conselho ao acordo de sócios para ele sobreviver à boa vontade — o insumo do qual o seu advogado redige o acordo.
A sociedade começou por confiança e cresceu — e o modo de decidir junto nunca foi combinado para o dia em que os sócios discordam. Abaixo estão os pontos onde isso trava — não como sintoma a reconhecer, mas como mecanismo, com a causa de cada um.
A mesma decisão volta à pauta e nunca fecha. Um assunto reabre pela terceira vez sem que ninguém lembre por que não se resolve. A causa não é teimosia; é a ausência de um rito que diga como se decide quando os sócios discordam. A consequência é que a empresa passa a andar na velocidade do último consenso — e ele não vem.
O contrato não diz o que fazer no empate. Um investimento importante trava porque os dois discordam e o instrumento vigente é silencioso sobre o impasse. A causa é um contrato desenhado para constituir a sociedade, não para conduzi-la em desacordo. A consequência é que a decisão mais cara da empresa fica refém da regra que não está escrita.
A operação aprendeu a escolher entre os sócios. Cada gestor já descobriu, sozinho, a qual sócio obedecer quando os dois mandam coisas diferentes. A causa é a falta de uma linha única de comando acordada entre eles. A consequência é que a divergência dos donos desce para o time, e o time passa a jogar a favor de um lado.
A sociedade migra para fora da empresa. O assunto do escritório passou a ser o assunto do jantar, e a relação pessoal começa a pagar a conta da profissional. A causa é não haver uma mesa própria onde a divergência entre sócios se resolve. A consequência é que, sem lugar para acontecer, o conflito ocupa todos os lugares.
Os quatro têm a mesma raiz: a sociedade nasceu da confiança e cresceu sem nunca combinar como se decide quando a confiança não basta. Não é desentendimento entre pessoas de bem — é a estrutura da relação que ficou por escrever, e é isso que este trabalho instala.
Sociedade não quebra por falta de lucro. Quebra porque duas pessoas que decidem juntas nunca combinaram como decidir quando discordam.
O que se instala aqui é um mecanismo raro: um comitê permanente, formado antes do conflito, que acompanha a relação inteira e tem alçada escrita para recomendar ou decidir os impasses no curso da operação — permanência, composição independente, rito e uma escada de escalada.
É o serviço em que a credencial mais rara é o próprio método. Sou Mestre em Direito com tese em dispute boards — e o instituto tem previsão legal expressa no Brasil: o art. 151 da Lei nº 14.133/2021 admite o comitê de resolução de disputas ao lado da conciliação, da mediação e da arbitragem. Transpus esse desenho para dentro da sociedade.
Ao final, o conselho não depende de mim. Fica instalado, com regimento, e já estreou decidindo algo de verdade.
O serviço resolve tanto a sociedade saudável que vai crescer quanto a briga já instalada. Mas não se instala conselho em casa pegando fogo: quem chega em conflito é acolhido depois, dentro do trabalho.
Acima de um certo nível de ruptura — dano deliberado, medida judicial em curso ou intenção declarada de destruir o outro — não há programa: o caminho é mediação ou arbitragem com terceiro e advogados constituídos. Se for o caso, eu digo isso na primeira conversa.
Sessões semanais nas fases de mesa (conflito esfria mal e reacende pior com intervalo longo) e quinzenais nas de desenho. As fases marcadas são exclusivas da porta curativa.
Uma sessão individual com cada sócio: onde a sociedade está na escala de conflito, quais causas estão ativas e quais latentes, o que o contrato vigente prevê (empate? compra e venda de quotas? arbitragem?) e o que já foi tentado.
Duração: 2 semanas · Quem participa: cada sócio, em separado. Regra de ouro: nada em off que não possa ser dito na mesa.
Cada sócio expõe sem ser interrompido; depois cada um repete o que entendeu do outro antes de responder. Os vieses são nomeados em voz alta quando aparecem — nomear o viés tira a acusação da mesa.
Duração: 2 semanas · 1 a 2 sessões de 3h · Quem participa: os sócios, juntos.
Negociação estruturada sobre o caso: interesses contra posições, a melhor alternativa de cada lado sem acordo, roteiro de mesa preparado com cada sócio antes. Fecha-se o que dá para fechar hoje; nomeia-se o que fica para o conselho decidir depois.
Duração: 3 a 4 semanas · Quem participa: os sócios.
Composição (quantos membros, quantos de fora, se há assento neutro), mandato, alçada (o que decide e o que apenas recomenda), gatilhos objetivos de acionamento, rito (convocação, prazo, quórum, ata) e a escada de impasse: conversa direta → conselho recomenda → conselho decide → mediação → arbitragem → judiciário.
Duração: 3 semanas · Quem participa: os sócios.
A estreia do conselho, conduzida por mim, com pauta real — nunca simulação. Um impasse verdadeiro, ainda que pequeno, decidido pelo rito novo. Um conselho que estreia decidindo algo de verdade passa a existir.
Duração: 2 semanas · Quem participa: o conselho instalado.
As diretrizes de cláusulas que amarram o conselho ao acordo de sócios para ele sobreviver à boa vontade: acionamento obrigatório, cláusula escalonada de resolução, compra e venda de quotas na saída de impasse, arbitragem quando couber.
Duração: 1 semana · Quem participa: os sócios. O acordo de sócios nasce aqui — como subproduto, nunca como a oferta.
Eu — ou um conselheiro por mim indicado e treinado — ocupo o assento neutro nas quatro primeiras reuniões trimestrais. É o que impede o conselho de virar formalidade no segundo trimestre.
Duração: trimestral, por 12 meses · Quem participa: o conselho.
Prazo: 10 semanas na porta preventiva, 16 a 20 na curativa. Escopo e valor são definidos na proposta, sempre depois da Reunião de Diagnóstico. Não há preço de tabela porque não há sociedade de tabela. E há uma porta de saída paga dentro do próprio trabalho: ao fim da triagem você tem a Leitura de Conflito — onde a sociedade está na escala, que causas estão ativas e o que o contrato vigente já prevê — e pode parar ali, com o retrato na mão, sem dever mais nada. Muitas sociedades precisam só do espelho para destravar a primeira conversa.
A Fase I é contratável sozinha. Você não precisa comprar o trabalho inteiro para começar — nem convencer o outro sócio a comprá-lo. Dá para contratar só a triagem, em que cada sócio fala separadamente sobre a mesma pauta, receber a Leitura de Conflito e decidir depois, com o retrato na mesa, se o restante faz sentido. Se decidir seguir, o que já foi pago entra no valor do trabalho completo. Os dois valores saem na mesma proposta.
Mediação entrega um acordo. O que fica aqui é a instituição que continua resolvendo o próximo impasse sem mim na sala.
Onde a sociedade está na escala, quais causas estão ativas e o que o contrato vigente já prevê — documento único, idêntico para todos.
O que é fato acordado, o que é versão de cada lado, e o interesse real por trás de cada posição.
O que ficou decidido sobre o caso concreto, com prazo e responsável em cada item — documento de trabalho entre sócios.
Composição, alçada, rito e a sequência escrita do que fazer quando os sócios discordam.
A prova de que o conselho existe: estreou decidindo algo de verdade, e já tem as próximas reuniões marcadas.
O texto proposto e, ao lado de cada cláusula, o que ela faz por você — o insumo do qual o seu advogado redige o acordo de sócios.
Nota de escopo: este é um trabalho de estruturação e advisory empresarial. O desenho, a condução e a implantação são meus; a execução formal-jurídica — registro de atos, instrumentos e medidas perante órgãos e tribunais — é realizada por advogado, o seu ou um parceiro de confiança, sob a mesma leitura e a mesma condução.
Vinte anos dentro das mesas em que sociedades se formam, se financiam e às vezes se desfazem — e, desde 2016, do outro lado da mesa: como dono. Em 2022 fundou um grupo de empresas de importação; hoje conduz empresas no Brasil e nos Estados Unidos.
O método que está nesta página não veio de sala de aula. Foi aplicado e testado na própria operação — sócios, acordo, governança, contratos, despesas, comercial, tecnologia — antes de virar programa e antes de virar serviço.
Entre uma coisa e outra, serviu como Engenheiro de Combate no Exército dos Estados Unidos, com dispensa honrosa. Foi lá que aprendeu que estrutura não é burocracia: é o que faz um grupo funcionar quando o plano dá errado.
Nem toda empresa precisa do nível mais alto. Escolha pelo tempo que você tem e pelo tamanho do que está em jogo — não pelo preço.
Você entende o problema e aplica no seu ritmo, com as ferramentas prontas. Serve para quem tem tempo e quer dominar o assunto antes de contratar qualquer coisa.
Seis meses, 24 encontros semanais em turma de até 15 donos. Você estrutura a sua empresa com condução, semana a semana — e sai com os documentos feitos.
A leitura de cada sócio, a mesa e o conselho instalado na sua sociedade, com o seu caso na pauta. É este o serviço desta página.
Porque o advogado redige o que vocês já decidiram — e o problema aqui é anterior: vocês não estão conseguindo decidir. O que se instala aqui não é uma peça; é um mecanismo — um conselho que resolve o impasse no curso da operação. Depois que ele decide, o seu advogado tem o que instrumentalizar. Os dois trabalhos se somam; não se substituem.
Não, e essa é a regra de ouro dita na abertura: eu não recebo informação em off que não possa ser dita na mesa, e não sou de nenhum dos sócios. Quem quer um aliado deve contratar um advogado — é legítimo e é outro papel. O meu valor depende inteiramente de eu não ser de ninguém.
Conselho não se instala à revelia de quem vai ser julgado por ele — por isso, se um sócio se recusa, o trabalho não começa. Mas a primeira fase ajuda: a triagem não propõe nada, só lê. Ninguém discorda de uma leitura feita com os números e os fatos da própria sociedade. A resistência quase sempre cai quando os dois veem o mesmo mapa ao mesmo tempo.
Não. A porta preventiva instala a infraestrutura antes de precisar dela — para a sociedade saudável que vai crescer, receber um sócio novo, um investidor ou um filho na operação. É muito mais barato desenhar o conselho com todos de bem do que construí-lo no meio do incêndio, quando cada regra parece uma acusação.
Então a separação também se conduz de forma estruturada — saída negociada, apuração de haveres com critério, cronograma — em vez de virar guerra. O objetivo nunca é manter a sociedade a qualquer custo; é que a decisão, seja ela qual for, saia por um rito e não por desgaste. O instrumento da separação sai com os advogados das partes.
Não. As anotações de mesa não são peça processual, e quem procura o serviço para preparar prova está no lugar errado — nesse caso o programa para. A mesa existe para resolver, não para municiar um lado contra o outro. Se o objetivo real for litigar, o caminho honesto é mediação ou arbitragem com advogados constituídos.
Não há preço de tabela: o escopo depende de quantos sócios são, da porta (preventiva ou curativa) e do tamanho do impasse. O valor sai na proposta, sempre depois da Reunião de Diagnóstico. A ordem de grandeza do outro lado: um único empate que trava um investimento, ou uma saída de sócio sem regra escrita, costuma custar mais do que o trabalho inteiro.
A Reunião de Diagnóstico é a porta de todo trabalho: gratuita, por vídeo, com o seu caso na mesa. É dela que sai a leitura de por onde a sociedade começa — e é só depois dela que existe proposta.
Gratuita. Sem envio de documento. Sem roteiro de venda.
Pedro D. Miranda atua em estruturação e advisory empresarial: diagnóstico, desenho e condução, com os sócios decidindo cada peça. A execução formal-jurídica — instrumentos, arbitragem, registro — é realizada por advogado.