Um acordo ruim apenas troca o processo por um novo problema.

Negociar bem não é encontrar um número no meio do caminho. É saber o que cada parte pode perder, quais garantias tornam a promessa confiável e como encerrar o conflito sem deixar a próxima disputa escondida no texto.

Antes, durante ou depois do processo

Uma negociação pode evitar uma ação, reduzir a exposição de um processo em curso ou tornar possível o cumprimento de uma decisão. Em qualquer fase, ela precisa ser preparada com os mesmos fatos, provas e cenários que sustentariam o contencioso.

  • acordos em disputas civis, imobiliárias e empresariais;
  • renegociação de dívidas, contratos e obrigações;
  • composição entre sócios, parceiros, clientes ou fornecedores;
  • definição de valor, prazo, parcelamento e condições de saída;
  • garantias, multas, quitação, confidencialidade e forma de execução.

O texto precisa sobreviver ao primeiro atraso

O acordo deve responder o que acontece se o pagamento não vier, se um bem não for entregue, se uma obrigação depender de terceiro ou se a relação comercial precisar continuar. A solução não termina na assinatura: precisa poder ser cumprida, cobrada e encerrada.

Quando dizer não também faz parte da negociação

Há propostas que oferecem alívio imediato em troca de um risco maior. Comparar o acordo com o custo, o tempo, a prova e a possibilidade real de execução do processo evita que a pressa decida no lugar do cliente.